“Tentei te ligar, te escrever mensagem e comecei até a escrever uma carta, mas não consegui compor todos meus sentimentos em meras palavras que não significavam nem um terço do que sinto por você e como sua falta estava me maltratando e que meu coração estava se alto-destruindo a milésimo, segundos e que se passasse mais algumas horas sem você, ele parava de bater. Eu não sei realmente de onde veio tanto sentimento por você, tanta dependência, como conseguiu me prender e me fez amar tanto esses teus defeitos, suas manias ridiculas, suas piadas fora de hora, suas brincadeiras sem nenhum sentindo e que as vezes me faziam mal, seus ciúmes doentios. Não sei como me fez pra me prender, pra amar esse seu perfume forte, esse seu abraço esmagador. Eu realmente nunca entendi, mas algo que entendo é que estou com saudades, precisando sentir o cheiro do seu perfume forte, preciso daquele seu abraço esmagador que me sinto totalmente protegida, preciso das suas piadinhas que segurava o riso quando estava brava ou de me sentir amada com seus ciúmes. Eu sei que não fui perfeita, que não fui o suficiente e nem tive paciência, mas eu te amo, talvez isso basta pra te pedir desculpas e te pedir que volte pra mim. Não aguento mas a sua ausência, eu quero você ao meu lado, só isso.”
— Ana Moraes  (via carentedesorrisos)

“Nunca me senti só. Durante um tempo fiquei numa casa, deprimido, com vontade de me suicidar, mas nunca pensei que uma pessoa podia entrar na casa e curar-me. Nem várias pessoas. A solidão não é coisa que me incomoda porque sempre tive esse terrível desejo de estar só. Sinto solidão quando estou numa festa ou num estádio cheio de gente. Cito uma frase de Ibsen: ‘Os homens mais fortes são os mais solitários’. Viu como pensa a maioria: ‘Pessoal, é noite de sexta, o que vamos fazer? Ficar aqui sentados?’. Eu respondo sim porque não tem nada lá fora. É estupidez. Gente estúpida misturada com gente estúpida. Que se estupidifiquem eles, entre eles. Nunca tive a ansiedade de cair na noite. Me escondia nos bares porque não queria me ocultar em fábricas. Nunca me senti só. Gosto de estar comigo mesmo. Sou a melhor forma de entretenimento que posso encontrar.”
Charles Bukowski  (via carentedesorrisos)

“Se não fossem as minhas malas cheias de memórias ou aquela história que faz mais de um ano, não fossem os danos não seria eu. Se não fossem as minhas tias com todos os mimos ou se eu menino fosse mais amado, se não desse errado não seria eu. Se o fato é que eu sou muito do seu desagrado não quero ser chato mas vou ser honesto: eu não sei o que você tem contra mim. Você pode tentar por horas me deixar culpado mas vai dar errado já que foi o resto da vida inteira que me fez assim. Se não fossem os ais e não fosse a dor. E essa mania de lembrar de tudo feito um gravador. Se não fosse Deus bancando o escritor… Se não fosse o mickey e as terças feiras e os ursos pandas e o andar de cima da primeira casa em que eu morei, e dava pra chegar no morro só pela varanda. Se não fosse a fome e essas crianças, e esse cachorro e o Sancho Pança, se não fosse o Koni e o Capitão Gancho, não seria eu.”
— Clarice Falcão  (via lecionar)


“Ele me irrita cara, me tira do sério, fode com a minha cabeça. É a pessoa com mais defeitos que eu já conheci, mas porra cara, não consigo viver sem ele e seu conjunto de implicâncias, porque apesar de tantos defeitos ele continua sendo perfeito pra mim, eca tô sendo clichê demais, mas cara não sei não sei lidar com isso sem ser clichê, porque porra a gente não tem quase nada em comum, nossos gostos musicais são opostos, nossas cores favoritas também, ele não gosta de carne e eu odeio salada, ele é todo certinho e eu toda errada, ele tem a vida toda organizada e a minha é uma bagunça, ele guarda tudo pra ele e eu prefiro extravasar, ele me tem e me larga, e eu? Cara, eu não consigo largar ele, deve ser porque ele consegue me desarmar só sorrindo e eu fico toda boba, e com qualquer gracinha dele eu já fico rindo sozinha, e quando ele me chama de chata eu aceito, porque no fundo eu sei que sou, e também sei que o único que vai me aguentar assim é ele, porque nisso a gente combina, se tem uma coisa que temos em comum é sermos chatos, porque porra esse moleque é um saco, mas eu sei que sem ele eu fico perdida e sem mim ele não funciona direito.”
— Mas eu até gosto do estrago que você me faz, Milena Vieira. 
(via carentedesorrisos)

“Tá tão difícil pra você também né? Com o coração vazio, mas sempre de pé, buscando alguma direção. Quantas vezes você escreveu e não mandou, pegou o telefone e não ligou… Partiu seu próprio coração. Eu tenho uma má notícia pra te dar, isso não vai passar tão cedo, não adianta esperar. Às vezes ficamos bem, mas depois vem o desespero, eu tento esconder, mas vi que pensei em você o dia inteiro.”
Lucas Lucco (via lecionar)

“Eu também tive meu coração machucado. Me dei mal, meu bem, ninguém escapa. Mas o bom disso tudo é que agora consigo abrir meu coração sem rodeios. Sim, amei sem limites. Dei meu coração de bandeja. Sonhei com casinhas, jardins e filhos lindos correndo atrás de mim. Mas tudo está bem agora, eu digo: agora. Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas. Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor. Que viver um amor. Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente. E olhe pra ele. Olhe o mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa. Descobri, ou melhor, aceitei: eu nunca vou esquecer o amor da minha vida. Nunca. Mas agora, com sua licença. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama.”
Caio Fernando Abreu.  (via terminar)

“Deitei na cama depois que voltei de uma noite muito foda no apê da Ivy e parei pra pensar em toda a reviravolta que a minha vida deu. Já estava com ela à cinco conturbados meses. Foram, sem sombra de dúvida, os meses mais inconstantes e estressantes, mas com vários sorrisos, surpresas e… Eu tava curtindo pra caralho! Ela trouxe uma alegria estranha pra minha vida, algo que eu nunca vivi com nenhuma outra, será que posso chamar de amor em tão pouco tempo!? Me aproximei dela por uma birra idiota e estou feliz por isso. Lembro-me de uma tarde bem que a vi. Ela estava saindo da casa de Annabeth apressada enquanto mandava beijos pra minha amiga e aparentemente brigava ao telefone no mesmo tempo. Eu entrei na casa de Anna e perguntei sobre a loira que estava ali pouco antes. Annabeth congelou e fechou a expressão na hora… Hoje lembrando da cara que ela fez eu ainda chego a rir. As horas que eu passei lá foram longas e se resumiam na minha amiga me dizendo que amava a Ivy e que daria a vida por ela, mas conhecia bem a garota e sabia que ia acabar dando em merda. Que nós não combinávamos em nada, que ela era fria como o inverno que amava e eu muito meloso… E que eu era um trouxa, claro - porque eu sempre era um trouxa na cabeça dela, desde sei lá, meus 7 anos quando a conheci no parquinho do colégio em que estudavamos. Não era ciúme o foco de toda aquela conversa, muito menos falsidade. Annabeth não sabia ser dessa forma. Ela amava a loira e eu podia ver isso nos olhos dela quando ela a citava, mas ela também tinha um cuidado enorme por mim e só queria o meu bem. O nosso bem, aliás. Era confuso. Fiquei instigado a conhecer Ivy porque eu sabia (sinceridade: eu tinha certeza) que ela era problema dos grandes. Deu pra notar de longe, tá ligado? E eu era louco por mulheres assim. Os dias foram passando e eu comecei a notar ela sempre ao lado de Anna voltando da praia quando eu ia dar um rolê de skate no calçadão, nas vezes em que nos trombávamos quando ela saia e eu entrava na casa de Annabeth… Porque cara, eu vivia ali. Ela era minha irmã. E a dona Cecilly fazia uma comida gostosa pra caralho. Eu era muito mimado mesmo. Foco, porra. Não sei se vai dar pra notar, mas eu me distraio muito facilmente. Sei lá, sou um lesado tem horas. Enfim, qual era o assunto mesmo? Ahhh.
Era um dia qualquer de agosto quando eu decidi sair de casa e ir num pub novo, num bairro que eu não conhecia, cheio de pessoas que eu não conhecia e pra melhorar a porra da situação: sozinho e louco pra fazer merda. Eu era muito certinho na maioria das vezes - tão certinho que eu chegava a odiar meu senso de responsabilidade extremo. Minha mãe e meu pai me estragaram quando me educaram, só pode. Apesar de ter todo um estilo de cara errado, eu era muito diferente por dentro. Meu jeito, entende? Não conseguia e não queria ser escroto como meus amigos eram. Mas, porra, olha eu sem foco novamente! Entrei no maldito pub às 2h da manhã e 90% da galera que estava ali já estava alterada pela bebida. Fui até o balcão, pedi uma dose. E outra. E outra. Eu podia sentir o olhar de umas garotas que estavam em um grupinho pra cima de mim… Mas eu odiava aquele padrão, sabe? 10 garotas com a mesma roupa, a mesma cara, a mesma personalidade, o mesmo riso sem graça e a mesma chatice que só serviam pra satisfazer quando o desejo consumia. Nessas horas eu era um cachorro, confesso. Mas só nessas.
Após uma dose atrás da outra eu ouvi uns caras gritando e assoviando alto; isso chamou minha atenção. Me aproximei depois de virar o restante do destilado na boca e me deparei com uma menina em cima de uma mesa, com um copo três vezes maior que o meu na mão, cheio até a metade com um líquido azul, verde, sei lá que porra de cor era aquela. Juro que meu queixo caiu quando ela se virou e eu notei que era Ivy. Até hoje quando eu me lembro dessa cena bate um ciúme incontrolável. Sei que ela nem estava comigo ainda, mas porra, quando me vem na cabeça ela dançando em cima daquela mesa com os olhos fechados e um sorriso largo com um bando de viado olhando meu sangue ferve. Mas eu gosto de lembrar daquela noite. Gosto de lembrar de quando ela me notou, me reconheceu. Inflou meu ego o sorriso que ela deu pra mim também. Meia hora depois eu já estava num canto escuro com ela, jogando um papo, mas ela não caia na minha lábia nem fodendo. Já estava ficando irritado, pra ser sincero. Ela era marrenta, seca, me dava altas cortadas e depois ria ou sorria de um jeito que eu não sabia identificar. Estava sendo feito de otário e eu sabia disso. Ela estava tirando onda com a minha cara sem nem fazer questão de esconder isso… E foi quando eu ousei me afastar pra ir embora que os dedos dela me puxaram pela barra da camiseta. Vai ser impossível não descrever essa cena, vocês que me desculpem.
Ela encostou a cabeça na parede e sorriu pra mim. Não sabia o que aquela menina tava querendo com aquele jogo todo, mas eu estava afim de descobrir. Deixei o papo de lado e passei a agir. Primeiro toquei a cintura com ambas as mãos - eu estava com medo de, sei lá, tomar um tapa na cara… Porque puts, ela era foda. Nenhuma reação ruim, então eu me aproximei. Colei o corpo no dela e pressionei no mesmo momento que a segurava mais forte. E porra, ela afastou os lábios e suspirou. Suspirou! Perdi a sanidade na hora e a beijei de um jeito tão louco que eu quis botar todas as vezes que a vi de longe e que reparei nela de biquíni pra baixo e pra cima pela praia naquele toque. Foi a pegação mais insana e gostosa que eu havia tido a muito tempo. E Deus, que ela não leia essa frase, porque do jeito que ela é vai se encher de ciúme e me dizer com a voz irritante: “É mesmo, Josh? De muito tempo? E a que você teve antes desse “muito tempo”, ein?” Já dou risada só de imaginar.
E foi ai que tudo começou. Que eu roubava Ivy de Annabeth na praia pra dar uns beijos encostado na palmeira, que eu fazia menção de ir mais cedo pra casa da dona Cecilly só pra encontrar ela e trocar outros beijos, que eu comecei a frequentar o apê que ela morava as escondidas, porque puta merda, o sr. Brandhuber era marrento 10x mais que a filha e me odiava. Foi ai que minha vida virou o inferno e o paraíso; que eu ficava agoniado, puto da vida, que eu tinha ciúme quando via um cara xavecando ela. Anna estava a ponto de surtar de tanta preocupação. Surtar mesmo. Ela colocou nós dois um dia numa sala e se trancou lá com a gente certa vez, deu um esporro do caralho em ambos. Pelo jeito eu chegava puto nela contando alguma briga que eu tive com Ivy e ela fazia a mesma coisa… E para nós dois, Annabeth repetia diversas vezes que sabia que ia dar naquilo e que nós que nos virássemos, porque ela não ia querer perder nenhuma das amizades se desse em avacalhação. Era foda. Mas, sei lá, depois do terceiro mês ela já tava dando mó moral pro nosso rolo, caso, namoro ou seja qual for a denominação disso tudo.
Meu celular tá tocando e eu tô numa preguiça do caralho de levantar e atender. Uma chamada perdida. Duas. Três. E eu já estava dando risada porque eu sabia quem era. Só tinha uma louca que fazia isso três vezes e parava. “Josh, uma vez é de boa, na segunda é pra ter certeza, mas da terceira vez não passa e eu mando pra puta que pariu, entendeu?” Essa frase da Ivy se encaixava em uma pá de fita. Seja quando eu não atendesse o telefone ou quando eu vacilava. Não gostava da terceira vez, mas adorava quando ela rolava no momento em que ela me ligava. Eu retornava e ela fazia uma hora enorme pra atender e, quando atendia, estava com aquela voz de “estou ocupada demais agora pra você” que me dava uma vontade de estar perto e mostrar pra ela que não, ela só ia estar ocupada quando estive com a boca na minha. Retornei e dito e feito: tive que ligar umas 10x até ela me atender.
- Que foi? Não posso falar agora.
- Ah, pode sim. Tava com saudade, sabia? - Brinquei de um jeito meloso e me achei um viado, mas ela ficava muito mais puta quando eu agia assim no momento em que ela estava com a maior bronca.
- Vai se foder, cara.
- Vou te foder, isso sim. - Silêncio e suspiro. Quase podia ver ela na minha frente fechando os olhos e tentando focar na raiva que estava sentindo pouco antes. - Aê, faz o seguinte: não sai de casa, jaé? Tô colando praí.
- Não quero você aqui, Josh.
- Quer sim. Em 10 minutos eu tô chegando e quero ver tu continuar com essa marra toda.
Desliguei. Não ia deixar ela ter a última palavra, mesmo sabendo que ia ter que aguentar um monte. Mas eu não me importava, sabe? A Ivy não era uma namorada qualquer. Não era uma dessas meninas que só queriam saber de declaração, coisa melosa, carinho toda hora. Ela gostava de se divertir e eu me divertia ao lado dela. Perdi a conta de quantas vezes nós assistimos a um clássico e brigamos porque torcíamos para times diferentes, por exemplo. Ou do fato dela não ser fresca, enjoada, cheia de não-me-toque. Valia a pena tomar uns tapas, uns empurrões, ouvir uns desaforos e não falar nada, mas em compensação a pegar de uma forma que ela se derretia fácil e parecia que não havia tido nenhum confronto. Sei lá, cara.. Eu disse antes que não sabia se podia chamar isso de amor, mas quer saber? Acho que estou amando sim, porque até música do tal Luan Santana eu ando escutando e lembrando de nós dois. E é isso: estou de quatro por aquela baixinha e isso tá me fazendo bem pra caralho. Que venha essa bagunça, mas que ela venha junto. Pra minha casa, pra minha cama, pra minha vida… Pro meu coração.”
— Ivy e Josh, Por ele. (Preencher)